terça-feira, 2 de outubro de 2012

Raspberry Ketone: um aliado no emagrecimento


As framboesas desempenham papel na medicina desde os tempos antigos, principalmente por seus efeitos calmantes e antioxidantes.

A cetona da framboesa (Raspeberry ketone) é um composto fenólico natural responsável pelo aroma das framboesas vermelhas e possuem benefícios na perda de peso e redução da gordura corporal. Possuem em sua composição, compostos similares a sinefrina, que tem caráter estimulante, supressor de apetite e termogênico. As cetonas atuam com a Lípase Hormônio Sensível (LHS), responsável pela quebra das moléculas de gorduras para serem utilizadas como energia. As cetonas são semelhantes, também, a outra substância denominada capsaisina, encontrada em algumas pimentas, que também possui efeito termogênico.





Pesquisas demonstram que a Raspberry Ketone auxilia na regulação fisiológica da Adiponectina. A adiponectina é uma molécula secretada pelas células adiposas que, normalmente, circulam em altas concentrações. Em pessoas com sobrepeso, esses níveis são menores que a média, ainda por motivos não elucidados completamente. Essa redução pode implicar no armazenamento de gordura em outras regiões do corpo, devido ao seu funcionamento inadequado.

Níveis  de adiponectina = Níveis de gordura corporal

Paulo Mendes
Nutricionista - CRN 6683/DF
paulo@paulomendes.ntr.br



Referências Bibliográficas: 
Morimoto CSatoh YHara MInoue STsujita TOkuda H. “Anti-obese action of raspberry ketone”. Life Science Journal. Department of Medical Biochemistry, Ehime University School of Medicine, Shigenobu-cho, Onsen-gun, Ehime 791-0295, Japan. 2005 Feb 25; 27;77(2):194-204.

sexta-feira, 24 de agosto de 2012

Noz-da-Índia: um alerta.

Em evidência nas prescrições dietéticas atuais, está a Noz da Índia. De fato, podem auxiliar no processo inflamatório do tecido adiposo, reduzindo Colesterol LDL devido ao caráter antioxidante. Ainda com aumento discreto nas reações que envolvem Zinco e Silício, facultam na melhora de unhas, pele, cabelo e até constipação intestinal.



Entretanto, deve ser frisado seu efeito tóxico e extremamente agressivo ao metabolismo, se consumida inadequadamente.

Nome científico: Aleurites moluccana (L.) Willdenow
Nomes comuns: nogueira-de-iguape, nogueira-brasileira, noz-da-índia
Família botânica: Euphorbiaceae
Partes tóxicas: várias partes da planta
Princípios ativos tóxicos: toxialbumina, saponina
Sintomas: náuseas, vômitos, cólicas abdominais e diarréia, seguidos de sede, secura de mucosas, letargia. Em casos com maior gravidade, desidratação, midríase, letargia, cianose e hipertermia.

Referências Bibliográficas:
Barg, D. "Plantas tóxicas". Instituto Brasileiro de Estudos homeopáticos, Faculdade de Ciências da Saúde de São Paulo. 2004, São Paulo.
Scavone, O.; Panizza, S. Plantas tóxicas, 2ª edição, São Paulo, CODAC – USP, 1981, 128 p.

sexta-feira, 17 de agosto de 2012

Zedoaria: um breve resumo sobre seus benefícios

Já é bastante elucidada a ligação entre inflamação e câncer, doenças cardiovasculares, diabetes, doenças pulmonares, doenças neurológicas e outras doenças crônicas. Muitas pesquisas têm sido realizadas nas últimas três décadas sobre essas conexões. Um dos principais responsáveis por essas alterações é o fator de transcrição NF-kB (Nuclear-Factor kappaB) que controla mais de 500 produtos de genes diferentes, emergiu como mediador importante da inflamação. Assim, os agentes que podem inibir a NF-kB e diminuir a inflamação crônica têm potencial para prevenir ou retardar o aparecimento das doenças crônicas e ainda tratá-los.

A Curcuma zerdoaria vem mostrando inúmeros resultados satisfatórios nesse âmbito. Possui efeito benéfico também
no trato digestivo, evitando a azia e a má digestão, constipação, cólica e gases intestinais. É também indicada na prevenção e tratamento de úlceras gástricas e duodenais, bem como doenças do fígado. Têm ação diurética, ativa a circulação e promove a desintoxicação do organismo. Mostrou-se eficaz também no tratamento da gota.

Por isso, torna-se um excelente aliado para envelhecermos com qualidade, funcionalidade e é claro, muita disposição.

Referências Bibliográficas:

- BHARAT et. al.Identification of Novel Anti-inflammatory Agents from Ayurvedic Medicine for Prevention of Chronic Diseases”. National Institute of Health. 2011 October 1; 12(11): 1595–1653.
- MADAN, L.; JALALPURE, S. “Effect of Curcuma zedoaria Rosc root extracts on behavioral and radiology changes in arthritic rats”. Journal of Advanced Pharmaceutical Technology. 2011 Jul-Sep; 2(3): 170–176.



Paulo Mendes
Nutricionista - CRN 6683/DF
paulo@paulomendes.ntr.br



sexta-feira, 22 de junho de 2012

Sim, pode-se reverter a Intolerância à Glicose ("Pré-Diabetes")


Posto hoje, o resultado após pouco mais de 6 meses de tratamento com um paciente diagnosticado com Intolerância a Glicose (“Pré-Diabetes”) após consultar o  médico, que lhe sugeriu iniciar imediatamente o tratamento com Cloridrato de Metformina (Glifage XR – hipoglicemiante oral). Consegui convencer o paciente a utilizarmos apenas a intervenção necessária e adequada para aquele momento inicial – dieta e exercício – e, como o gráfico demonstra, conseguimos reverter os valores, de 111 mg/dL para 86 mg/dL.




Sim, a “Pré-Diabetes” é reversível em muitos casos e pode dispensar o uso imediato de medicamentos.


Confie sua saúde sempre em profissionais qualificados. Afinal, com saúde não se brinca, certo?!


Paulo Mendes
Nutricionista - CRN 6683/DF
paulo@paulomendes.ntr.br

segunda-feira, 11 de junho de 2012

Ácido Caféico e Elágico protegem o coração


Ácido caféico (AC) e ácido elágico (AE) são ácidos fenólicos presentes naturalmente em muitos alimentos, principalmente os vermelhos: amora, romã, uva, framboesa, morango e groselha. Efeitos cardioprotetores foram avaliados em ratos diabéticos por pesquisadores ingleses: dislipidemia, hipercoagulabilidade, estresse oxidativo e inflamação cardíaca.
Ratos diabéticos foram divididos em três grupos (15 ratos por grupo): ratos diabéticos com dieta normal; tratados com AC; ou com AE. Um grupo de ratos não-diabéticos foi utilizado como grupo controle. Após 12 semanas de tratamento, os ratos foram sacrificados e os biomarcadores para o estresse oxidático, hipercoagulabilidade e inflamação no tecido cardíaco foram medidos.
A ingestão de AC ou AE induziu maior perda de peso corporal, aumento da insulina plasmática e diminuição dos níveis de glicose plasmática. O grupo submetido à esses compostos também melhoraram significativamente as concentrações de antitrombina III, de proteína C reativa, e, ainda, reduziu o teor de triglicerídeos no tecido cardíaco e no plasma, onde os efeitos hipolipidêmicos de AE foram significativamente maiores do que a de AC.



Tanto o AC quanto AE reduziram os níveis cardíacos de malondialdeído (espécie reativa de oxigênio), IL-1Beta, IL-6, fator de necrose tumoral (TNF) e proteína quimiotática de monócitos (MCP)-1. Também foram mantidas as atividades cardíacas de glutationa peroxidase (GPX), superóxido dismutase (SOD) e catalase.

Estes resultados confirmam que AC e AE possivelmente reduzem os triglicerídeos séricos e cardíacos, colaborando ainda nas situações anticoagulantes, antioxidantes e antiinflamatórias, protegendo positivamente o tecido cardíaco de forma bastante aperfeiçoada.



Referências Bibliográficas:
Chao, P.; Cheng, H.; YIN, M.Anti-inflammatory and anti-coagulatory activities of caffeic acid and ellagic acid in cardiac tissue of diabetic mice”. Nutrition and Metabolism. 2009 August 14; 6:33.

Paulo Mendes
Nutricionista - CRN 6683/DF
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segunda-feira, 21 de maio de 2012

Ácido Ferúlico: um poderoso antioxidante



O Ácido Ferúlico (AF) é um poderoso antioxidante encontrado em determinadas frutas, verduras e sementes, mas principalmente em cereais como arroz e aveia. Pesquisadores coreanos do Departamento de Medicina da Universidade de Yonsei investigaram sua influência sobre a Nefropatia Diabética.

A Nefropatia Diabética é a complicação mais grave da Diabete Melito. Sabe-se que o estresse oxidativo e a inflamação desempenham papel central em seu desenvolvimento, nos mecanismos oxidantes e inflamatórios. No estudo, foram examinados dois grupos de ratos obesos diabéticos (controle e placebo).

Avaliaram os seguintes marcadores inflamatórios urinários:
- Malondialdeído (MDA) = produto final da peroxidação lipídica (estresse oxidativo);
- Proteína Quimiotática de Monócitos (MCP-1) = atraem monócitos para serem maturados como Magrófagos (sinônimo de inflamação);
- Albumina e Creatinina (avaliador renal).


A = MDA 
B = MCP-1
NG = Glicose Normal = Parâmetro de comparação
HG = Ratos Diabéticos (receberam placebo) = Níveis elevados
HG + FA = Ratos Diabéticos tratados com AF = Níveis reduzidos

Nos ratos tratados com o AF, a glicose sanguínea foi significativamente diminuída e os níveis de adiponectina aumentados, ambas as mudanças positivas. As concentrações de Albumina e Creatinina urinárias também foram reduzidas, indicando melhora da filtração renal. Os marcadores inflamatórios MDA e MCP-1 também estavam reduzidos no grupo que utilizou o AF.


Em conclusão, foi sugerido que o Ácido Ferúlico possui efeitos terapêuticos protetores tanto na Diabete Melito quanto na Nefropatia Diabética, reduzindo o estresse oxidativo e inflamação teciduais, juntamente com a intolerância à glicose.





Referências Bibliográficas:
Ran Choi, Bo Hwan Kim, Jarinyaporn Naowaboot, Mi Young Lee, Mi Ri Hyun, Eun Ju Cho, Eun Soo Lee, Eun Young Lee, Young Chul Yang, and Choon Hee Chung. Effects of ferulic acid on diabetic nephropathy in a rat model of type 2 diabetes”. Department of Internal Medicine, Yonsei University Wonju College of Medicine, Wonju 220-701, Korea. Exp Mol Med. 2011 December 31; 43(12): 676–683.




Paulo Mendes
Nutricionista - CRN 6683/DF
paulo@paulomendes.ntr.br





quarta-feira, 16 de maio de 2012

Victorza: Vale o risco?


O medicamento Victorza® chegou ao Brasil em 2010. Seu desenvolvimento deu-se inicialmente para tratar indivíduos com Diabete Melito do Tipo 2. Tem como composto ativo a Liraglutida, que imita um neurotransmissor humano chamado GLP-1 (Glucagon like peptide 1). Em nosso corpo, o GLP-1 atua por aproximadamente 3 minutos; já o sintético, 24 horas. Resumidamente, o GLP-1 aumenta a absorção de glicose (induz maior liberação de insulina pelo pâncreas); estimula a sinalização do nervo vago com o hipotálamo aumentando a saciedade em nosso Sistema Nervoso, amortizando assim, o apetite. Porém, ao longo dos estudos, notou-se que ele influenciava positivamente na redução de peso corporal, algo em torno de 1,4 kg/mês. Não demorou, as indústrias farmacêuticas passaram a comercializá-lo também para este fim.



Ainda em fase de testes, o medicamento vem sendo procurado principalmente por indivíduos que buscam resultados imediatos e sem esforço para a perda de peso, e não para o tratamento da patologia original (Diabete Melito). O mais alarmante foram as reações adversas apresentadas nos ratos e nos participantes do teste - Pancreatite e Câncer Medular da Tireóide!

Extremamente raro e agressivo, este câncer representa apenas 1,1% de todos os carcinomas e possui taxa de mortalidade em 10% dos casos.


Portanto, o remédio pode realmente auxiliar na ínfima perda de 350g semanais. Vale o risco?





Referências Bibliográficas:

http://diabetes.webmd.com/news/20100126/new-diabetes-drug-victoza-approvedhttp://www.fda.gov/Drugs/DrugSafety/PostmarketDrugSafetyInformationforPatientsandProviders/ucm198543.htmMaciel RMB. Câncer da tireóide. In: Wajchenberg BL, editor. Tratado de endocrinologia clínica. 1ª ed. São Paulo: Roca, 1992. p. 404-27.Modigliani E, Cohen R, Campos J, Conte-Devolx B, Maes B, Boneu A, et al, and the GETC Study Group. Prognostic factors for survival and for biochemical cure in medullary thyroid carcinoma: results in 899 patients.Clin Endocrinol (Oxf) 1998;48:265-73. 


Paulo Mendes
Nutricionista - CRN 6683/DF
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